Como um jogador de longa data que viu a glória do CS:GO, é difícil não sentir uma profunda decepção com o que o CS2 se tornou. A transição para a nova versão, somada à decisão de torná-lo free-to-play, transformou o que era um dos melhores jogos de tiro tático em uma experiência frustrante e quase impossível de jogar. A Valve prometeu uma evolução, mas entregou um jogo que regrediu em um dos aspectos mais cruciais: a integridade da comunidade. O problema dos cheaters, que já existia no CS:GO, explodiu de forma assustadora no CS2. É impossível entrar em uma partida e ter a certeza de que a experiência será justa. A cada rodada, a sensação é de estar enfrentando um adversário que não joga limpo, com hacks de mira (aimbot), visão através de paredes (wallhack) e outras trapaças que tornam a jogabilidade uma piada. A Valve, que deveria estar protegendo a comunidade e punindo esses trapaceiros de forma rigorosa, parece ter abandonado o jogo. A impressão é que a prioridade não é mais a diversão e a competição, mas sim atrair novos jogadores (e consequentemente, mais vendas de caixas e skins), mesmo que isso signifique sacrificar a qualidade do jogo para os veteranos. Em resumo, o CS2 não é uma continuação digna do legado do CS:GO. O que era um jogo competitivo e desafiador se transformou em um playground para hackers. A Valve acabou com o jogo que muitos de nós passamos anos jogando e amando. A nostalgia do CS:GO fica, mas a esperança de ver o CS2 voltar a ser o que era se esvai a cada partida estragada por um trapaceiro.
10/10 Battlefield 6 me surpreendeu de forma muito positiva. Depois da decepção que foi o 2042, eu estava bem cético, mas esse novo jogo conseguiu resgatar tudo o que eu sempre gostei na franquia. A ambientação em 2027 é envolvente, com um conflito global que parece saído de um filme de guerra moderno. Os mapas são cinematográficos, e a narrativa tem aquele peso que te prende desde o começo. A jogabilidade está afiada. A destruição em tempo real voltou com força, e agora está ainda mais refinada — dá pra sentir o impacto de cada explosão, cada parede que cai. O combate exige estratégia e trabalho em equipe, o que me fez voltar a jogar com amigos como nos velhos tempos. As armas e veículos estão bem equilibrados, com uma variedade que agrada tanto quem curte ação frenética quanto quem prefere jogar com mais calma. No PC, o desempenho está ótimo. O jogo roda liso, mesmo nos momentos mais caóticos, e os gráficos estão lindos. A interface também melhorou bastante, mais limpa e intuitiva, o que ajuda muito na imersão. O multiplayer está bombando. Já vi que o jogo bateu recorde de jogadores no Steam, e não é à toa. Os mapas são bem desenhados, com várias rotas e possibilidades táticas. Dá pra sentir que pensaram em cada detalhe pra deixar a experiência mais fluida e divertida. Pra mim, Battlefield 6 é exatamente o que a franquia precisava: um retorno às origens, com tudo o que fez a série ser tão amada. Não tenta reinventar a roda, mas entrega uma guerra moderna, intensa e bem feita. Voltei a me empolgar com Battlefield — e isso já diz muito.